Problemas ortopédicos na infância: como tratar?

Compartilhar:
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin

Segundo especialista, depois da obesidade infantil, o fator que merece
mais preocupação é a coluna

Problemas ortopédicos na infância, como perninha de ‘cowboy’, perninha ‘em X’, andar na ponta do pé, obesidade infantil, entre outros, precisam de atenção. Algumas delas são condições normais do desenvolvimento, outras causam complicações e merecem acompanhamento. O ortopedista Rogério Vidal explica os problemas ortopédicos na infância como homenagem a outubro, mês em que as crianças são muito lembradas.

obesidade infantil é um ponto a ser levado em consideração, porque ela é extremamente prejudicial para a saúde da criança. De acordo com o Dr. Rogério Vidal, o desenvolvimento cardiovascular da criança pode ser insatisfatório devido ao sedentarismo infantil, por exemplo.

Além disso, ele afirma que a obesidade infantil sobrecarrega as articulações das pernas, pés, joelhos, quadril e coluna. “Vale lembrar que, depois da obesidade, o fator que merece mais preocupação é a coluna”, pontua o Dr. Rogério. 

De acordo com o ortopedista, um dos pontos mais importantes que merece total atenção e observação é a coluna da criança. Isso porque existe a escoliose, que é o desvio de lateralidade da coluna logo na infância.

“Às vezes, a criança nasce com isso por conta de alguma má formação, por exemplo. Então, é importante que os pais fiquem de olho, levem a criança ao pediatra e chamem a atenção dele para o problema.”

Segundo o ortopedista, não é raro que médicos especialistas nessa área operem “crianças de 2 e 3 anos de idade com problemas na coluna, porque nem sempre o pediatra consegue perceber a escoliose no início”.

De acordo com o especialista, a criança nasce com joelho “em X” e, “entre os 3 e 5 anos de idade, os joelhos podem ficar um pouco para dentro, mas, depois, voltam a se alinhar”.

Ele afirma, ainda, que “não há problema com o pezinho torto ou com rotação um pouco para dentro, mas, a partir dos 7 anos, é preciso ficar atento.” Segundo ele, pelo andar da criança, já é possível avaliar e distinguir uma situação normal de uma com complicações.

“É através do chão que temos contato com o mundo”

A medicina é uma das ciências que mais se desenvolve, então, observou-se que essas etapas fazem parte do desenvolvimento da criança. “Há algum tempo, não se sabia que o uso de botas ortopédicas e palmilhas, por exemplo, não era eficaz e pode, inclusive, fazer mais mal do que bem”, afirma o Dr. Rogério.

Segundo ele, é normal a criança nascer com o famoso “pé chato”, “principalmente hoje em dia, quando as crianças não são mais tão estimuladas a andarem descalças e em terrenos irregulares, hábitos que fazem com que o pé ganhe curvatura”. 

A recomendação é para que os pais permitam e incentivem os filhos a andarem descalços para que o pé se forme de maneira livre. “É preciso deixar as crianças andarem com o pé no chão e sem a interferência de meias, porque é através do chão que temos contato com o mundo.” 

Já em relação ao hábito de andar nas pontas dos pés, comum para algumas crianças, o Dr. avalia ser algo natural, uma vez que o sistema nervoso ainda está se desenvolvendo junto com o corpo. 

Ele alerta que existem algumas doenças neurológicas que fazem as crianças andarem nas pontas dos pés, então é preciso observação constante, mas que esses são casos raros.

JÁ VAI EMBORA?

Assine nossa news para ficar informado sobre nossas novidades.

Open chat